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Finalmente consegui terminar o post sobre como foi meu pré-natal e meu parto! Deixei esse tema para o final pois sabia que seria longo, mas queria que fosse completo e com dicas para vocês gravidinhas ou tentantes.

Agora, depois do turbilhão de coisas que aconteceram nesses últimos dias, no conforto de casa e com a bebê dormindo, posso conversar melhor com vocês sobre tudo que vivi nesses últimos 9 meses…Vou falar de um assunto que sempre me perguntam a respeito e deixei para falar sobre esse assunto por último, como um granfinalle no assunto gravidez.

Como escolhi o obstetra para fazer meu pré natal, como foi a minha relação com o obstetra e o que levei em conta ao escolher o médico que me acompanharia durante toda a gravidez e o parto.

Quando engravidamos, queremos o melhor para nós e para o bebê que vai chegar, e escolher o médico é fundamental. Será ele quem vai tirar todas as suas dúvidas, e será ele quem você escolheu para confiar a sua saúde e a saúde de seu bebê. Luísa não foi uma filha planejada, mas foi muito desejada! Sim, tentamos engravidar por um tempo e depois decidimos parar e esperar por um ou dois anos, e foi ai que ela veio, aos 45’ do segundo tempo! Um susto e tanto!

Meu obstetra durante todo o pré natal foi o Dr. Rodrigo Carrapeiro, ele é ginecologista, obstetra e ultrasonografista aqui em Porto Velho. Tive ótimas referências dele através de amigas que são suas pacientes, tanto como ginecologista ou obstetra. E sempre o indico para minhas amigas e leitoras, pois desde a primeira consulta, eu e meu marido tivemos muita confiança e segurança, quebrando todos aqueles mitos que existem no mundo da maternidade.

Costumo contar essa história contando que foi o melhor acaso que poderia me acontecer, marquei uma consulta para um acompanhando ginecológico apenas, por indicação de uma amiga (obrigada Laís) e na consulta de retorno, além dos exames rotineiros, cheguei com o Beta positivo, e a partir daí, começávamos o pré natal. 🙂

De qualquer maneira a minha experiência de pré-natal começa com alguém que acreditou em mim desde o começo, independente da minha escolha de parto, desde quando eu mesma achava que não conseguiria trabalhar nos últimos meses da gravidez… Cheguei a cogitar entrar com a licença maternidade no sétimo mês de gestação, por conta da falta de fôlego, ganho de peso, cansaço, essas coisas… Mas Dr. Rodrigo não deixou, sugeriu que eu fizesse caminhadas, exercícios e cuidar da alimentação. Hoje agradeço cada minuto da minha licença maternidade por isso. Não gosto nem de pensar como esses dias passam rápido.

Durante a gestação era normal, algumas amigas e leitoras me contarem coisas terríveis sobre a gravidez, parto e maternidade, tenho certeza que todas vocês passaram ou passam por isso. Eu sempre levava esses assuntos para ele, que me orientava a não me deixar levar por opiniões e histórias mal sucedidas e principalmente não esclarecidas que ouvimos por aí.

Como foi o pré-natal

Meu pré-natal foi iniciado na quinta semana, quando descobri a gravidez!

Fiz diversos exames para verificar como estava minha saúde para daí, tomar alguns suplementos, vitaminas etc… E claro, iniciar as “ultrassonhos” rsrsrs… A cada consulta eu levava uma Ultrasson de rotina, mas o Dr. Rodrigo verificava ele mesmo, em seu consultório, os batimentos, bolsa amniótica, cordão umbilical e via como estava a minha bebê, sim! Isso foi maravilhoso, ter um obstetra que também é ultrassonografista, é muito bom, e nos deixa mais segura quando temos a certeza de que tudo está bem, sem contar que eu via o rostinho da Luísa a cada consulta do pré-natal. A cada segundo que vimos aquele borrão de imagens tomando a forma de um bebê, ficamos mais emocionadas, chegava a sonhar com as imagens que via!

É muito importante você ter um profissional que se envolva de verdade, que saiba de nossas fraquezas e medos, que realmente se importe, que ama aquilo que faz, independente de suas escolhas.

Preparo para o parto

Durante toda a gestação fiz exercícios preparatórios para o parto normal, RPG, caminhadas, fortalecimento do assoalho pélvico, EPI NO… Até falei sobre a importância dos exercícios nesse post aqui. Era um sonho, e imaginava ter minha filha assim, então me preparei para o parto normal com orientação médica. Foi a melhor decisão que tomei, pois tive saúde para que isso acontecesse. Acho que se a minha decisão fosse por uma cesárea agendada desde o início, eu não me cuidaria e comeria de tudo, por exemplo.

Cheguei na semana 39 com uma bebê super saudável dentro de mim, grande, pesada e “nadando” em muito líquido, tudo consequência de uma gravidez plena e saudável, e a mamãe aqui, judiada, já sentindo contrações, líquido saindo aos poucos, mas, ao mesmo tempo, com a barriga linda e gigante!

Dentro de mim, tinha algo me dizendo que eu seria capaz de passar pelo parto normal, e nenhum dos profissionais que me acompanharam (fisioterapeutas por exemplo) diziam ao contrário. E, ao mesmo tempo, meu corpo pedia uma estrutura psicológica e fôlego ainda maior, para aguentar mais uma longa semana até a 40ª semana. Conversei com meu marido, que me via virando noites em claro, tentando dormir sentada, chorando pelos cantos por não conseguir andar. E então, decidimos saber a opinião do Dr Rodrigo, sobre a cesárea, que mais uma vez, foi atencioso e sensível a nossa opinião, me dando total apoio.

Sem falar com ninguém, nem mesmo os meus familiares, marcamos a cesárea para o dia seguinte. Não, não foi frustração, a decisão partiu de mim, eu cheguei no meu limite, não ia dar conta daquele bebê, que com 15 dias, parece mais um bebê de um mês.

Foi tudo muito rápido, depois de uma noite aliviante de sono, pela manhã logo cedo, chegamos ao hospital, dei entrada na internação, e as 10:00 iniciei os preparativos para a cesárea. Sem nenhuma culpa, feliz da vida, calma, assustada e ansiosa ao mesmo tempo (sim, tudo isso ao mesmo tempo), não imaginava como seria nem o que sentiria, aquela sensação de não sentir as pernas (anestesia raquidiana), mas ficar acordada me deixava confusa, as minhas experiências com cirurgias não tinham sido boas até aquele dia.

Foi aí que o Dr Rodrigo chega no quarto e me pergunta: “Ué você não vai se arrumar? Aproveita e passa uma maquiagem, agora você pode, vai sair bonita nas fotos!” Era o que eu precisava escutar, todo o medo, e tudo o que me fazia sentir ansiosa, passou nesse momento… Pedi para meu marido segurar o tiozionho da maca que estava me esperando, corri para o espelho do banheiro e passei uma maquiagem. Entrei no centro cirúrgico simplesmente feliz da vida por ter feito a melhor escolha, e com um sorriso de orelha a orelha 🙂 Só eu e meu marido, tudo o que eu queria, sem “platéia” no momento só nosso rsrsrs

Na sala, um clima leve, descontraído, e de festa dentro de mim. Fui apresentada ao anestesista que ficaria ao meu lado o tempo todo, inclusive tirou a melhor foto da vida pra mim, créditos a ele 🙂 Ao pediatra, Dr. Reginaldo Lourenço, que também foi indicação de uma amiga, e se prontificou na hora para o parto a convite do Dr. Rodrigo.

Tinha a certeza de que estava rodeada de excelentes profissionais, confiante em saber que o profissional que me acompanhou desde o primeiro ultrassom, estava lá cuidando de tudo. E principalmente meu marido, que surpreendentemente, aceitou o convite do Dr. Rodrigo para assistir o parto! Quem o conhece, sabe que ele tem pavor a hospital, sangue e todas essas coisas, mas estava lá também, tão à vontade e feliz que parecia estar em outro plano.

Cerca de 20 minutos depois, as 10:35 do dia 28/01/2017 (dia que sempre achei que seria rsrrs), chegava ao mundo a maior e melhor experiência que eu poderia viver, Luísa estava em minhas mãos, grande, linda, forte e cheia de fome, pesando 3,505 kg, e medindo 51,5 cm. Quando levaram a bebê para mim, comecei a esfregar no meu rosto, beijar e lamber rsrsrs

Fomos para o quarto, minha pequena entre minhas pernas, calminha e dormindo. As 16 horas poderia levantar, caminhar e me alimentar, e no dia seguinte, após o café da manhã, estaria em casa. Hoje, após 20 dias, estou super bem, fazendo de tudo em casa, mas o que mais gosto de fazer é cuidar da Luísa, deixo os cuidados da casa para depois e para a minha ajudante aqui.

E foi assim que minha vida teve um novo início, um novo ciclo começou para mim e para toda minha família!

Agora, como prometido, vou passar algumas dicas para ajudar vocês, na decisão de escolha do médico obstetra, são dicas que serviram para mim, e que passo a todas as amigas que estão nessa fase. Espero que ajude vocês!

Confira uma lista com 10 dicas para escolher o obstetra ideal para acompanhar a sua gravidez:

  1. Verifique se seu ginecologista é obstetra, é normal escolhermos o ginecologista para ser nosso obstetra, mas isso não precisa ser uma regra. As vezes, nem todo ginecologista é obstetra, mas se ele for de sua confiança, ele pode indicar um colega;
  2. O Você se identificou com o seu médico? Lembre-se que vocês passarão vários meses juntos e que ele será responsável por um dos momentos mais felizes e delicados da sua vida. Então, você deve ter confiança e simpatia por ele;
  3. O profissional possui boas referências de pessoas próximas ou conhecidas? Essas são as melhores fontes de informações que podem influenciar na hora da escolha;
  4. O médico tem disponibilidade para fazer o parto no período previsto? É importante verificar que ele não tenha compromissos agendados, como férias ou congressos, vale consultar se o obstetra tem um substituto na equipe;
  5. Se for participar dos pré-natais junto de seu companheiro, atente para que o profissional o inclua também na hora das consultas, os pais também devem receber algumas orientações. Ou se puder, leve alguém com você, as grávidas, costumam esquecer das informações recebidas durante a consulta, que são muitas. Anote tudo, se possível;
  6. Se você tiver preferência pelo parto normal, é importante que saiba, desde início qual a visão do obstetra sobre isso;
  7. Procure um profissional paciente, que seja aberto a ouvir e seja atento a sua situação psicológica, que possa oferecer todo o suporte necessário nesse período que a mulher apresenta muitas dúvidas e receios. Você terá muitas dúvidas no decorrer desse processo, é normal a mulher apresentar insegurança e sensibilidade. É papel do obstetra acolher a gestante e dar a ela toda a atenção necessária. Se perceber que o médico está mais preocupado com o tempo da consulta, talvez seja interessante procurar outro especialista;
  8. Conte com o médico 24 horas por dia. É importante que o obstetra esteja sempre à disposição para orientá-la, durante a gestação podemos apresentar dores como cólicas e sangramentos. Salvar o número de telefone e e-mail é uma boa maneira de estar em contato direto;
  9. As experiências ruins ajudam a definir o que não quer e, por tabela, o que quer. Não desista, por comodismo, da procura pelo obstetra mais indicado para você;
  10. Lembre-se que a escolha não é definitiva. Se no meio do caminho, você se desagradar por algum motivo, pode e deve procurar um outro obstetra e continuar os exames exatamente de onde parou.

Bom, é isso meninas! Agora é só aproveitar com muita saúde e alegria a fase mais iluminada de uma mulher, a gravidez! Ah! E não podia deixar de dizer: Passa rápido, aproveitem rsrsrs Só percebemos isso depois que passa mesmo, tirem muitas fotos, passeie e aproveite sua vida social, sinta-se bem!

Quem quiser mais informações sobre o Dr. Rodrigo Carrapeiro, segue o cartão com os contatos. Ele atende em seu consultório, no Regina Pacis, aqui em Porto Velho.

Obrigada também ao Dr. Reginaldo Lourenço, pediatra e a toda equipe do Hospital da Unimed.

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