fechar
WhatsApp Image 2017-09-15 at 16.36.45

Olá mamães e papais, o post de hoje é sobre Vacina! Luísa está tomando algumas vacinas na Clínica Porto Velho, com quem mais entende do assunto em Rondônia, Dr. Silas Rosa. Eu, como mãe de primeira viagem, sempre fiquei com dúvidas a respeito do assunto. Então, ele fez esse artigo super esclarecedor para as leitoras daqui do blog. Dr Silas é pediatra e ele mesmo faz questão de aplicar as vacinas, e isso me passou muita segurança, antes de cada vacina ele explica (dá uma aula) tudo sobre reações, o que cada vacina representa, tira todas as dúvidas!! Tudo o que nós precisamos né? Ter a certeza de que nossos pequenos estão protegidos.

Ele contou em um breve artigo sobre esse assunto, que gera muitas dúvidas nos pais hoje em dia. Um artigo super objetivo e esclarecedor.

“As vacinas representam atualmente o melhor recurso de prevenção de doenças. Sem negligenciar o papel de outros avanços como saneamento básico e educação em saúde não se pode deixar de reconhecer o papel das vacinas na erradicação mundial da varíola, e na interrupção da circulação dos vírus do sarampo e da poliomielite no Brasil. Hoje os pequenos surtos de sarampo no Brasil são sempre importados.

Atualmente temos mais de trinta vacinas disponíveis mundialmente, todas muito bem avaliadas por instituições púbicas como o CDC (Center for Disease Control and Prevention) dos Estados Unidos e a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) do Brasil.

Evidentemente nenhum programa de Saúde Pública governamental consegue acompanhar com absoluta presteza o desenvolvimento nesta área. Em países em desenvolvimento ainda pesa o custo da introdução dessas vacinas nos programas nacionais. Temos, no entanto, que enaltecer o esforço do governo brasileiro que disponibiliza à sua população um dos melhores programas de imunização do mundo, embora também aqui temos uma certa defasagem de alguns anos entre a disponibilização de uma nova vacina e a sua introdução no calendário oficial do Programa Nacional de Imunização (PNI).

Além disso é preciso ressaltar que o objetivo perseguido pela Saúde Pública, que é o interesse coletivo, nem sempre coincide com o interesse individual de cada pessoa. Vamos exemplificar: a vacina da varicela (catapora) é dada na rede pública em uma única dose. Com isto menos de 80% das crianças estão protegidas de terem varicela e algumas, posteriormente, quando em contato com o vírus selvagem, acabam tendo uma forma leve de varicela. A Sociedade Brasileira de Imunizações preconiza hoje uma segunda dose da vacina, medida que leva a uma proteção próxima de 100%, para qualquer forma de varicela. Ao governo interessa que a única dose disponibilizada na rede pública protege quase 100% de terem formas graves que demandariam internações e risco de vida. Para o governo a introdução da segunda dose redundaria num custo que não compensa. Já nas clínicas privadas, após a apresentação desses dados, a maioria dos pais opta pela segunda dose. Razões semelhantes existem para que as clínicas privadas de imunização utilizam a vacina do Rotavírus pentavalente (apesar de exigir uma dose a mais que a vacina monovalente usada na rede pública), de duas doses da vacina contra Hepatite A (quando a rede pública usa apenas uma), da vacina antipneumocócica 13-valente (em lugar da vacina 10-valente da rede pública) e do uso de três doses da vacina contra o HPV mesmo em pessoas com menos de 14 anos (em vez das duas doses hoje usadas no PNI).

Além disso a presteza com que as clínicas privadas atuam faz com que disponham de vacinas ainda não utilizadas no PNI como a vacina contra o Herpes zoster para os idosos e a vacina tetravalente contra a Gripe (enquanto o governo ainda usa a vacina trivalente) e as novas vacinas anti-meningocócicas para todos os sorogrupos de meningococos que têm importância no Brasil: A, C, W, Y e B (enquanto o governo só disponibiliza a vacina contra o sorogrupo C).

Finalmente, nas clínicas privadas tem-se sempre um profissional médico com profunda experiência na área de Imunizações que, graças a sua atualização pode analisar e extrapolar as indicações formais em função do interesse de cada pessoa. Dessa forma já usávamos a vacina contra o HPV no sexo masculino, anos antes que o governo, só agora em 2017, passe a aplica-la nos pré adolescentes. Desde 2013 dispomos de uma excelente vacina combinada contra os meningococos A, C, W e Y do Laboratório Novartis. Desde junho de 2014 o CDC liberou o uso desta vacina para crianças a partir de 2 meses de idade, enquanto a ANVISA, no Brasil conservadoramente a indicava a partir de dois anos de idade. Isto representava uma divergência extremamente importante, já que mais de 95% das pessoas que adquirem doença meningocócica fora dos períodos epidêmicos são crianças com menos de 2 anos. Nas clínicas privadas a presença deste profissional médico atualizado pode colocar estes fatos para a família e propiciar a aplicação off labil (contra as indicações da bula) para o grupo etário a quem mais interessa a vacina. Só agora, em 2016, a ANVISA atualizou a indicação desta vacina para crianças desde dois meses de vida.”

 

Silas Antônio Rosa
CRM 677-RO
Médico formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, campus de São Paulo (Pinheiros), com título de Especialista em Pediatria e Medicina do Trabalho, Pós-graduação em Saúde Pública, Mestrado em Biologia Experimental e Professor de Pediatria da Faculdade de Medicina da FIMCA. Advogado (OAB 860-RO)

Quer saber mais? No próximo post sobre o assunto, vou postar sobre perguntas e respostas, as dúvidas mais comuns sobre vacinação. Se você quiser participar, deixa nos comentários sua duvida que no proximo post vou juntar todas as perguntas e respostas aqui!! Não percam!
 
CLÍNICA PORTO VELHO
Av. Carlos Gomes, Nº 770 – Caiari
Fone: 3229-3003/3224-2941/98411-1248
Tags : destaquevacinavacinaçãovacinas particularvacinas rede pública

Deixe uma Resposta

2 − 1 =

error: Este conteúdo é protegido